TEMER É VAIADO AO VISITAR E PRESTAR SOLIDARIEDADE À LULA NO HOSPITAL

Temer chega ao Hospital Sírio-Libanês; presidente foi hostilizado
O presidente Michel Temer também esteve no hospital na noite desta quinta-feira para prestar solidariedade a Lula.

Temer chegou num furgão, acompanhado de comitiva que incluía o ex-presidente José Sarney, os ministros das Relações Exteriores, José Serra, e da Fazenda, Henrique Meirelles, o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o novo presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), e o ex-presidente do Senado e novo líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros (AL).

Ao entrar pela porta da frente do Hospital Sírio-Libanês, Temer foi hostilizado com vaias e gritos de “assassino”, “golpista” e “bandido” por um grupo de militantes do PT que permanecia na entrada do local desde a manhã. No grupo também havia militantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de outros sindicatos ligados ao partido. “Viemos trazer conforto ao Lula”, disse João de Oliveira, secretário-geral da CUT-SP, antes da visita de Temer.

A visita do presidente e de ministros durou pouco mais de meia hora.

Outro adversário político de Lula, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), também ligou para prestar condolências. Lula recebeu ainda contatos de Serra e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).


Visitas. 
Também estiveram no hospital nesta quinta os ex-ministros Guido Mantega, Fernando Haddad, Miguel Jorge, Roberto Rodrigues, Maria do Rosário, Celso Amorim, Eleonora Menicucci, Aloizio Mercadante, Alexandre Vannuchi e Alexandre Padilha, além do ex-secretário Nacional de Imprensa, Ricardo Kotscho e do presidente nacional do PT, Rui Falcão.

Durante a manhã, chegaram os senadores petistas Lindbergh Farias, Gleisi Hofmann e Humberto Costa e à tarde Jorge Viana, Paulo Rocha, José Pimentel e Jandira Feghali.

Alguns militantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que estavam na frente do hospital hostilizaram jornalistas. O gesto foi reprovado pelos políticos que foram ao Sírio-Libanês.

“Viemos pedir que o Brasil pare com este clima de absoluta intolerância. Que as questões políticas sejam conduzidas sem que se destruam as pessoas. Achei um gesto bonito, importante, do presidente Fernando Henrique de vir aqui dar um abraço no presidente Lula”, disse Jorge Viana.

Mais cedo, a presidente cassada Dilma Rousseff divulgou nota de pesar. Em viagem à Europa, Dilma tem falado com Lula todos os dias desde que Marisa Letícia foi internada.


Fonte: Estadão