ATENÇÃO PRIMÁRIA DE BARREIRAS INTENSIFICA AÇÕES DO ABRIL AZUL E REFORÇA INCLUSÃO NO CUIDADO EM SAÚDE


Durante todo o mês de abril, a Secretaria de Saúde por meio da Atenção Primária à Saúde de Barreiras promoveu uma série de atividades voltadas à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), em alusão ao movimento mundial Abril Azul. A iniciativa, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), busca ampliar a visibilidade sobre o autismo, combater o preconceito e incentivar práticas mais inclusivas na sociedade.

No município, as 53 unidades de saúde desenvolveram ações educativas com a participação de equipes multidisciplinares, envolvendo enfermeiros, médicos, odontólogos e psicólogos. As atividades incluíram palestras, rodas de conversa e orientações à população, com foco na compreensão do TEA como um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desafios na comunicação, na interação social e pela presença de comportamentos repetitivos e restritos.

Ao longo das mobilizações, foi reforçada a importância de compreender o autismo como um espectro, o que implica reconhecer as diferentes formas de manifestação e expressão de cada indivíduo. A proposta é estimular atitudes cotidianas mais empáticas, como respeitar diferentes formas de comunicação, adaptar ambientes e promover a inclusão desde a infância até a vida adulta.

Outro aspecto abordado nas ações foi o simbolismo relacionado ao autismo. Tradicionalmente associado à cor azul, que remete à calma e ao equilíbrio — especialmente em situações de sobrecarga sensorial —, o movimento também destaca o uso do símbolo do infinito colorido, criado por pessoas autistas, que representa a diversidade e a pluralidade dentro do espectro.

Para o coordenador da Atenção Primária, Ari Donizete, discutir o tema dentro dos serviços de saúde é fundamental para garantir um atendimento mais humano e qualificado. “Levar essa temática para dentro das unidades de saúde é essencial para que profissionais e comunidade estejam preparados para acolher e compreender as necessidades das pessoas com TEA. A informação é uma ferramenta poderosa para reduzir o preconceito e fortalecer práticas inclusivas no cuidado em saúde”, destacou.

Blog Hailton Pereira
Fonte: Dircom / PMB