A tradicional manifestação cultural do Nazaro voltou a mobilizar centenas de pessoas pelas ruas de Barreiras nesta Quarta-feira de Cinzas (18), marcando o encerramento do ciclo carnavalesco de 2026. A participação expressiva foi registrada tanto no Centro Histórico quanto no bairro Vila Amorim, reafirmando o lugar da celebração no calendário cultural do município.
Vestidos de branco, com farinha e ovos nas mãos, os participantes mantiveram o rito característico ao entoar o conhecido grito: “Nazaro morreu com o peido que deu do feijão podre que comeu”, enquanto percorriam as ruas em clima de irreverência e memória coletiva. Reconhecido como Patrimônio Imaterial Cultural de Barreiras pela Lei nº 1.266/2017, o Nazaro segue atravessando gerações e despertando o interesse de moradores e visitantes.
O cortejo se concentrou em frente ao Centro Cultural Rivelino Silva de Carvalho e percorreu ruas do Centro Histórico, mantendo a tradição desta manifestação cultural barreirense. O gesto reforça o vínculo entre tradição popular e religiosidade, elementos que ajudam a sustentar a permanência do Nazaro ao longo do tempo.
A realização do evento contou com o apoio da Prefeitura de Barreiras, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, além do apoio da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal, responsáveis pelo acompanhamento do percurso e pela organização do trânsito e da segurança.
Para o secretário municipal de Cultura e Turismo, Gulla, a edição de 2026 demonstrou a força da manifestação. “O Nazaro é uma expressão cultural que nasceu de um contexto popular e, ao longo dos anos, consolidou-se como um dos momentos mais aguardados do nosso calendário. Ver a participação crescer e novos públicos se integrarem à tradição mostra que a identidade cultural de Barreiras segue preservada e em constante renovação”, avaliou.
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